O PTT Moebius acabou e migrou seus participantes ATM para o PTT Metro RJ
O que é
PTT é o acrônimo para Ponto de Troca de Tráfego (em inglês a sigla é IXP, Internet eXchange Point).
Como o nome já diz, é um lugar onde empresas, provedores de acesso e de conteúdo se encontram para
trocar tráfego diretamente sem o intermédio e operadoras.
Historia
Como Surgiu::
Em 2007 a Moebius juntou a NetBotanic, a MLS e a West Internet em um switch para trocarem tráfego.
Para que a iniciativa ganhasse corpo um circuito dedicado até o PTT Metro SP foi contratado pois
em SP já faziam parte da troca de tráfego empresas de peso como Google, Yahoo, Terra entre outros.
O movimento tomou corpo com o uso da rede da NetBotanic (NB Telecom) para agregar empresas com
dificuldade para chegar ao Switch de Troca de Tráfego. Assim empresas em outros pontos como
Teleporto, RB1 puderam se conectar e usufruir do serviço. Hoje mais pontos de presença NetBotanic
são usados no Rio de Janeiro para transportar empresas que desejam trocar tráfego, por exemplo,
Praia de Botafogo 440, Torre do Rio Sul, Torre da Grota Funda (Torre de 30 metros que permite visualizar
a Barra da Tijuca, Angra dos Reis e Paraty) com isso ainda mais empresas hoje podem trocar tráfego
no Rio de Janeiro. O número de autonomous systems (AS) diretamente conectados ao PTT Moebius
é aproximadamente 30.
Rumo::
Em 2012 a NetBotanic (NB Telecom) se tornou Pix do PTT Metro RJ. Com isso os PTT Moebius vai
passar a oferecer apenas rotas de troca de tráfego de acordos bilaterais e para PTTs de outros estados.
A interconexão das empresas no Rio de Janeiro vai ser feita pelo PTT Metro RJ.
Motivação:
A) Custos
No Brasil sabemos que os impostos são altos e isto implica em um preço de link de internet
igualmente alto acarretando em sérios impactos na oferta de serviços via internet, no processo
de inclusão social, enfim, a carga tributária atrasa nosso pais. No Rio de Janeiro particularmente
temos uma enorme alíquota de ICMS sobre telecomunicação. A alternativa para reduzir os
custos do link é criar pontos de troca de tráfego onde empresas próximas podem trocar dados
sem a necessidade do uso do link de internet. Para explicar de forma simplificada, podemos
pensar em um site da mercearia do bairro que vende produtos online e o provedor de internet local
com usuários que gostariam de comprar produtos na mercearia. Se as duas empresas estivessem ligadas
elas usariam suas redes para processar os pedidos sem precisar da internet.
B) Qualidade
Seguindo o exemplo anterior. Vemos que as informações trafegadas pelos usuários do provedor
local chegam diretamente ao site da mercearia sem passar pela internet. Isso significa que o caminho
percorrido não está sujeito a problemas relacionados a política de roteamentos,
gargalos de operadoras, atrasos devido a multiplos saltos de equipamentos etc. Na prática o resultado
para usuário final são percebidos como rapidez para carregar sites, vídeos, recebimentos de emails.
Em operações críticas como leilões, licitações e mercado financeiro é crucial que o cliente
e o prestador de serviĉo estejam conectados diretamente a um switch de troca de tráfego para garantir
o melhor tempo de resposta visto que atrasos de milisegundos podem significar um grande prejuízo
Outras aplicações sensíveiss são telefonia IP, jogos online e streaming de vídeo onde uma
pequena perda de pacotes ou atraso podem prejudicar completamente o serviço.
C) Segurança
No ano de 2008 assistimos a eventos que deixaram evidentes a fragilidade da Internet e o risco que os monopólio
criados pelas constantes fusões nos oferece. O primeiro foi uma grande operadora que teve toda a sua rede fora
do ar por uma falha (bug ou vírus) em seus roteadores deixando milhares de usuários sem acesso e indisponibilizando
serviços essenciais que eram oferecidos pela Internet durante alguns dias. O outro foi a quebra de contrato unilateral
de outra grande operadora com diversos provedores por causa de uma dívida que estava em julgamento na justiça.
Da mesma forma milhares de pessoas sem acesso a internet, serviços indisponíveis. Esse poder das operadoras
multinacionais coloca governadores, prefeitos e ate mesmo o presidente(a) de joelhos. Hoje sabemos que o futuro está
na convergência e este está nas redes de telecomunicações. Se as 3 maiores operadoras de
telecomunicaĉões tem um problema qualquer ao mesmo tempo o país para por completo! Talvez essa questão
seja até a mais importante de todas para motivar a troca de tráfego para o poder público mas a falta de um
orgão para organizar ações nesta área deixa clara a falta de visão dos governos em nosso país.
As grandes instituições como Casa da Moeda, Serpro, BNDES, Caixa Econômica, Banco do Brasil, Previdência Social,
Exército, Aeronáutica, Marinha entre outros deveriam todas ter seu próprio Autonomous System (AS) e estar presentes
em todos os pontos de troca de tráfego do país. Assim, seríamos mais independentes das multinacionais de
telecomunicações. Isso é assunto para defesa nacional! De quebra esse movimento iria gerar uma economia
brutal!
D) A coisa certa a fazer
Um dos maiores entraves ao sucesso dos PTTs é inicio da operação. Quando existe um switch de troca de
tráfego e ainda não existem participantes não existe benefício imediato para ninguém.
Juntando a isso a falta de cultura de roteamento e do uso de autonomous system próprio (AS) o resultado é
uma grande inércia para o "startup". Mas é nesse mesmo momento que a história é construída
e algumas empresas dão o primeiro passo e mostram o caminho, mostram maturidade e preparam um futuro melhor.
Os demais certamente compartilham do benefício mas os precursores sempre tem oportunidades únicas.
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